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Garoto Apaixonado
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“Seria muito esquisito ou impróprio se eu dissesse que quero te ver ?”
Gabito Nunes. 
(via egoist4)
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“Não precisa mudar, vou me adaptar ao seu jeito, seus costumes, seus defeitos. Seu ciúme, suas caras, pra quê mudá-las? Se eu sei que no final fica tudo bem, a gente se ajeita numa cama pequena eu te faço um poema, te cubro de amor.”
— Não precisa mudar, Ivete.  (via beautiful-girl-inside)
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beautiful-girl-inside:

Não fazia mais sentido alimentar essa paixão platônica, sabia que era perda de tempo. Algo totalmente impossível como esse, não aconteceria como várias coisas já tinham acontecido na vida dela nos últimos meses, principalmente nas últimas semanas. Tinha que ter pulso firme, afinal, essa droga de sentimento foi a única coisa que não conseguiu mudar dentro de si depois de tanto tempo. Pensou que tinha se esquecido, mas é verdade, apenas esquecido, ainda estava ali, frio e empoeirado, mas que voltou tão forte quanto antes, anos antes. Pra quê? Era nova demais pra isso, sabia disso, não tinha idade pra sentir essas coisas complicadas e muito menos de entendê-las, não fazia sentido, nada fazia. Não queria mais essa confusão, dava a vontade de chorar de antes, e era a última coisa que queria: chorar. Quando certos pensamentos lhe passavam pela cabeça as lágrimas lhe faziam doer o rosto, mas segurava, piscava furiosamente pra espantar a vontade idiota de chorar, desviava o rosto, respirava fundo, jogava o cabelo na frente, fazia de tudo pra não chorar, pra não perceberem que o turbilhão de sentimentos dentro dela estava prestes a cair de seus cílios escuros.

Estava organizando tudo na cabeça já, estava decidindo colocar de lado tais sentimentos e se focar em coisas que realmente valiam a pena, estava botando cadeado na jaula que estava aprisionando tudo isso que passava por sua cabeça quando a voz a fez soltar o tal cadeado, fez as pernas tremerem e todos os pensamentos se desfazerem, fugirem da jaula e se alojaram nos confins de seu corpo, aumentando a sua pulsação irritantemente fazendo um barulho alto demais em seus ouvidos, sentiu seu coro cabeludo se arrepiar e o estômago dar um nó, e cadê o ar que estava em seus pulmões á uma fração de segundos atrás? Pelo menos a vontade de chorar tinha se esvaído em susto e ansiedade. Se recuperou, a voz chamava seu nome, doce mas levemente rouca, conheceria tal voz á distâncias incríveis, até mesmo se estivesse desacordada ou em outra vida; nunca uma voz a tocara de tal forma.

Olhou pra trás só pra se descontrolar intimamente mais uma vez, talvez não fossem grande coisa, mas os olhos castanhos eram realmente perfeitos, já tinha visto milhares iguais, até mais chamativos e lindos, mas nenhum fazia sua imagem refletir de tal forma, usaria tal brilho facilmente como um espelho, era esse brilho.

Recostou-se na grade da sacada, o vento lhe soprou os cabelos platinados, alisados, no rosto levemente, alguns fios apenas. Ela sorriu profissionalmente pra esconder tudo que estava pensando, toda a análise que estava a fazer dele. Mais uma vez pensou que não era certo sentir-se assim, não tinha a experiência de vida pra lidar com tais coisas, era algo socialmente confuso e, talvez, inaceitável? Apenas se olharam, ele meio sério com uma leve sugestão de sorriso nos lábios, sorriso torto, de um canto só. Começou uma música, não, A música. Ela sorriu, agora de graça, ele abriu o tal sorriso torto que lhe estreitava apenas um olho castanho espelhado e, sem nenhuma palavra, lhe pegou a cintura. Como se tivessem ensaiado, ela passou a mão pelo seu ombro e a outra lhe pousou na mão dele como um pardal gracioso, mantendo uma distância ética, começaram a se balançar pra lá e pra cá. Ela lhe encarava o peitoral, não tinha coragem de olhar pra cima, sabia que não daria pra esconder, os pensamentos lhe ficavam sugestivos demais quando olhada de cima desse jeito, ainda mais por aqueles olhos, veria seu rosto frágil através deles e tais olhos decifrando tudo, tudinho mesmo. Melhor evitar, não é?

Só ficaram ali, até a brisa ficar mais gelada e seu braço da mão que estava na dele tremer levemente, então ele sorriu mais uma vez tortamente e desfez a pose de dança pra, logo depois, lhe passar seus braços pelos braços dela, costas, e finalmente num abraço apertado. Sua jaqueta de couro cheirava a gatos e o hálito de fragrância estranhamente amadeirada, ficou imaginando que cheiro teria sua pele, que textura teria sua boca e, ali, aninhada no seu peito, entre couro de fragrâncias curiosas, embalada pela música e o calor dele, se perdeu em seus pensamentos, escondendo o rosto dentro da jaqueta apenas se perdeu em tudo isso, em todos os pensamentos que haviam fugido da gaiola como passarinhos sedentos por liberdade, agora todos pousavam em seu coração, pesando-o, machucando-o, mas de certa forma lhe fazendo bem. Não se lembra de mais nada, apenas do cheiro do couro, de gatos, amadeirado, suspirando fundo pra recolher todo o perfume que conseguia, os pássaros se agitavam, doía mais, sorria mais; era bom.        Nyah~

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Status: Precisando de um abraço bem apertado.

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“Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.”
— Mahatma Gandhi (via reescrevida)
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“Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava…”
— Nando Reis (via reescrevida)
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Como é ruim te amar e não poder dizer isso olhando dentro dos seus olhos.

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